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Nome: Myriophyllum aquaticum |
| Cuidado |
Cascalho | Iluminação |
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Origem: Sul e Sudeste do Brasil |
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Difícil |
Rico |
Forte |

Planta palustre adaptável ao meio aquático - produz folhas de aspectos diferentes nos dois ambientes - é muito comum nos riachos e charcos de várzeas formando enormes tapetes nas margens, chegando, às vezes, a ser considerada uma "praga". Na natureza, recebe luz solar direta por várias horas, o que explica a sua considerável dificuldade em se adaptar à vida no aquário, que precisa ser muito bem iluminado. Um pH ligeiramente ácido (6,5) e temperatura elevada (27ºC) ajudam a mantê-la saudável, devendo ser plantada em grupo de 5 ou 6 ramos, na parte média ou posterior do aquário. Quando submersa, assume coloração verde-avermelhada, tendo as folhas mais finas e emaranhadas, o que pode ocasionar a retenção de partículas em suspensão na água do aquário, que lhe é prejudicial (aconselha-se sacudir a planta com uma haste, de vez em quando, para limpá-la). Emersa, o formato dessa planta lembra muito um pinheiro de Natal em miniatura, daí o seu nome vulgar. A coloração passa a ser verde-azulada e de aspecto aveludado. Reproduz-se por corte e repique dos caules. É também conhecida como "rabo-de-raposa".

Esta planta é uma grande consumidora de nitratos, fosfatos e ferro da água, portanto é uma ótima opção para despoluir o aquário, para livrar o aquário das algas e para recém montados. Além disso, tem um crescimento espantoso. Coloquei um maço há uma semana no meu aquário recém montado e ela já cresceu 15 cm, atingindo a superfície.

Não concordo que esta planta necessite de muita iluminação. Mesmo com menos de 0,5 W por litro esta planta cresce bastante bem, apesar de como é obvio, não ficar tão densa. O seu ritmo de crescimento é incrível e necessita de podas frequentes.

Na minha regiao (Vale do Paraiba) essa planta se alastra de forma abundante no verão, escondendo os contornos das águas rasas e pregando peças aos que chegam muito perto da margens barrentas. Realmente, preferem ambientes extremamente ensolarados, com iluminação durante todo o período diurno, e em margens com correntes mais acentuadas, acumulam nas partes submersas pesadas camadas de detritos. Sua adaptação ao meio completamente submerso deve ser perfeita, para que a planta nao apodreça, ou até mesmo flutue em sua primeira imersão, em vista de que em meio natural, precisa manter longos corpos de 50 cm sobre a água, e por esse motivo possue um caule fibroso semi-oco e folhas que retém bolhas de ar e gotas d'água depois das chuvas. Por incrível que pareça, ela também possui propriedades medicinais utilizadas pela população.

Tenho uma dessas no meu aquário de 63 litros que montei há 3 semanas. Esta planta é otima, fica sempre bonita, verdinha. O mal é que tem folhas muito finas, que retém sujeira e pode ficar feio, mas é só tirá-la do aquário e lavá-la. Cresce muito. Outro mal é que caem muitas folhas e, como são pequenas, são difíceis de retirar. Mesmo assim é uma planta linda!
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