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Nome: Cichlasoma portalegrense |
| Comp |
Aqua | pH | Temp |
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Origem: Sul do Brasil |
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15 cm |
100 L |
7.0 |
23°C |

Este peixe é encontrado na região de Porto Alegre e regiões costeiras do estado do Rio Grande do Sul, foi em 1870 que Hensel, o descobridor, classificou como Aequidens portalegrensis, peixe encontrado em águas estagnadas na região de Porto Alegre. Porto Alegre é a capital do estado do Rio Grande do Sul, o último estado ao Sul do Brasil, ao lado do Uruguai e Argentina.
No local onde esse peixe é encontrado muitas vezes não se acredita como poderia estar vivendo ali. Chegam a sobreviver em águas tão barrentas que o lodo é muito maior que quantidade de água, lembram os biótopos de killifishes em fase de secagem. São muito comuns nas plantações de arroz.
É um peixe muito forte o pouco exigente quanto aos parâmetros físico-químicos da água, somente não gosta de água muito agitada. Esta foto é de exemplar jovem e quase ausente de coloração. A coloração do adulto é muito mais carregada, o geral varia do castanho-alaranjado até o verde, com reflexos azul-esverdeados muito intensos nas nadadeiras ventrais. A nadadeira caudal possui menos luzes na parte de cima, ponto importante para diferenciar do Cichlasoma dimerus. Ao longo da linha lateral se estende um faixa preta partindo do olho até a cauda, na parte de baixo da faixa a coloração muda muito para o azul ou verde. Contornos pretos bem definidos nas bordas das escamas. É um excelente mimetista, pode, dependendo da situação, ficar quase que totalmente preto ou apresentar faixas longitudinais escuras.
A parte mais interessante no comportamento deste peixe são os duelos de força. Frente a frente, com os opérculos abertos, lembram uma cobra naja quando incha o rosto, o corpo todo torcido para um lado e a cabeça sempre de frente para o adversário, depois se colocam lado a lado, boca com cauda, balançando com o corpo em movimentos ondulares de uma cobra começam a girar pelo próprio eixo como se fossem uma peça só, mas não se tocam, voltam para a posição frente a frente, sempre balançando a cabeça com movimentos rápidos e opérculos abertos, dançando assim podem ficar um bom tempo, mas termina sempre quando um ataca, então se grudam boca com boca até sair um perdedor, o adversário derrotado se recolhe em um canto. Esses rituais ocorrem principalmente por disputa de território e necessidade de colocar uma hierarquia no grupo, acontecem entre fêmeas disputando um macho e até disputas de poder entre um casal com crias. Não são brigas de tirar pedaços como ocorrem entre os bettas machos, acredito que não devemos interromper nunca uma disputa, porque é importante para o grupo. Quando formam um casal serão unidos por toda a vida, mesmo se forem separados se reconhecerão mais tarde, como se cada um tivesse uma marca pessoal.

Possuo cerca de 30 exemplares deste peixe (portoalegrense). É um ciclídeo fantástico, de uma resistência fora do comum. Já observei que as colorações podem ter variações que vão de escuras até um cor de areia. Em ambos os casos ocorrem reflexos azuis/esverdeados. Os adultos apresentam mais fortemente estes detalhes. Tenho 3 machos com 4 anos de idade, eles são muito parrudos. Não sei porque as pessoas não criam mais este peixe, pois em um aquário convivem bem com outros ciclídeos do mesmo tipo, semelhantes aos aquários de africanos.

Não é só em Porto Alegre que se encontra esse peixe. Eu costumava pescar os meus em qualquer poça d'agua, aqui em Santa Maria, Jaguari, Alegrete...cidades mais ao sul de Porto Alegre, mas um se destacou. Eu o mantive primeiro com um mandi e uma joana, durante uns 4 anos, mas depois eu comprei um aquário maior e o mantive com um zebra. Eu adorava tanto aquele acará, que tinha pena de colocar outros peixes, pois ele se estressava muito. Ele viveu 6 anos e sou fascinado por esses peixes.

Adquiri um destes, que aqui na minha região chamam de pacu (erroneamente) (Uruguaiana RS). Tenho ele num aquário de 150 L com 1 oscar tigre 12 cm, 2 oscares albinos 5 cm cada, 3 tricogáster de 8 cm e 2 barbus de 4 cm. No meu aquário ele é o segundo na hierarquia, só obedece o oscar tigre, mas todos convivem muito bem. Comprei ele justamente para proteger os oscares albinos que viviam escondidos, foi um santo remédio.

Tenho um casal em meu aquário comunitário de 120 L e consegui reproduzí-los. São pais muito dedicados, e se algum outro peixe tentar chegar perto apanha com toda certeza! São peixes lindos e resistentes.

Interessante! Foi a primeira vez que acessei o site e tive uma grata surpresa: descobri o nome do peixe que crio em meu aquário por volta de quatro anos. Trata-se de um peixe bastante exótico e diferente de todos os peixes encontrados em minha região. Lembrando que em Sorocaba-SP (onde moro), não se encontra nos rios e lagoas e nem mesmo em lojas. Encontrei este peixe em uma região distante das relatadas, pois em abundância se encontra esta espécie em lagoas e riachos de uma fazenda que frequento no Mato Grosso do Sul. Bem adaptado a outros peixes (na medida do possível), ele vive como todo ciclídeo em um aquário na companhia de: Citrinellum, Texas Blue, Boca de Fogo, Salvine, Marmore, Synspilum, Botia Tigre, Labeo Frenatus e cascudo.
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