Peixes Ornamentais em Aquário

Pangio (Acanthophthalmus) kuhlii
Cobrinha Kuhli

 A Era de Aquários > Peixes de Aquário > Cobrinha Kuhli - Pangio kuhlii

Fotos & Comentários

Pangio_kuhlii_4.jpg (23kb)
Fotografia: Nathaniel & Louise

Nome: Pangio kuhli
Comp AquapHTemp
Origem: Sudeste Asiático
7 cm 40 L 7.0 28°C

Comentário

As cobrinhas Kuhli podem ter comportamentos muito distintos dependendo do aquário que estejam. Muitas vezes são descritas como peixes tímidos que o aquarista só vê quando vai limpar o aquário. Não é verdade. Quando bem adaptada as cobrinhas passeiam por todos os recantos possíveis, adoram descobrir novos lugares para ficar, plantas para fuçar e galhos para se pendurar. Sim, se elas percebem que não há perigo no aquário, chegam a ficar penduradas nas plantas como roupas no varal e a comer na superfície com os outros peixes.

Adoram pedras grandes com espaços embaixo para proclamarem como esconderijos. Quando quiserem se esconder ou descansar é para lá que irão. Também podem eleger os espaços num tronco ou uma pedra de superfície plana como descanso, principalmente se for uma área mais sombreada, pois não gostam de luz. É importante frisar que elas não comem restos e dejetos, e devem receber alimentação adequada. A sua contribuição para a limpeza do aquário se dá ao revirarem espaços entre as pedras e comendo flocos de rações que estão inacessíveis para os demais, movimentando sujeira e liberando os gases presos no cascalho.

Quebrando outro mito, o ritual da desova não acontece debaixo do cascalho. As kulhiis sobem até quase a superfície e se enroscam, de modo similar aos bettas, sendo perfeitamente possível ver os ovos espalhados e garantir que o peixe desovou.

Se a sua kuhlii passa o tempo inteiro enterrada, não esqueça de deixar ração depois de apagar as luzes. Já existe no mercado a variedade albina da kuhlii e outras espécies dentro do gênero Pangio, que podem ser todas negras, brancas, etc.

Contribuído por Carlos Eric
Comentário

Sobre este peixinho limpa fundo, sei que pode chegar até 8 cm. Natural da Ásia (Singapura e Malásia), é muito útil no aquário, pois come os restos de comida e algas, mas o cascalho deverá ser fino, pois gosta de cavar e, apesar de ter os olhos protegidos por uma espécie de couraça, não terá forças para revolver um cascalho mais grosso. Nestas escavações, libera gases que ficam presos no cascalho, ajudando na manutenção. Parece que existem muitas subespécies, que tem diferenças apenas no número e forma das bandas amareladas ou alaranjadas. Mas às vezes será difícil vê-los durante o dia, pois são noturnos. Estes dados foram tirados do livro de Gastão Botelho e Nilson Araújo - A Vida no Aquário.

Contribuído por Neca Richter
Comentário

Originárias da Indonésia, Malásia, Sumatra e Tailândia. Suportam pH de 5,5 a 7,5 e dureza de até 200 ppm. Adaptam-se melhor em pH 6.3 a 6.8 e dureza até 80 ppm. Temperatura entre 20°C e 25°C. Mantenho as minhas em pH 7.3, água mole e temperatura a 26°C, e estão ótimas. Cresceram muito rápido! Seu comportamento é muito interessante, passo muito tempo observando-as, quando não estão embaixo de pedras ou troncos ficam no meio das plantas, sempre procurando comida no fundo. Uma delas gosta de ficar nadando na superficie junto com os Paulistinhas! Gostam da companhia de outros de sua espécie. Existem varias subespécies, mas o Kuhli "verdadeiro" e o Pangio kuhlii.

Black Kuhli (Pangio javanicus): Muito comum em boas lojas do ramo juntamente com a "verdadeira" Kuhli, e mais fina e menor do que todas as outras. Nada diferem no formato das nadadeiras, da cauda ou do número de bigodes. Basicamente preta, com a barriga mais clara que o resto do corpo.

Kuhli Albina - (Pangio myersi): Acho a mais bonita, mas nunca vi para vender. Já pedi para amigos procurarem no exterior e nada, nem na Alemanha! É basicamente a Kuhli verdadeira, sua cor é rosa e as tarjas laranja claro.

Pangio cuneovirgatus, Pangio robiginosus, Pangio semicinctus, Pangio shelfordii: Todas muito parecidas com a verdadeira mas com pequenas diferenças nas tarjas laranjas e no número de bandas pretas. Existem várias outras mas os padrões de cores destoam muito da Pangio kuhlii; são consideradas "falsas".

Contribuído por Eric Serrano
Comentário

Quando limpei o aqua há dois meses as minhas duas cobrinhas esconderam-se totalmente debaixo do areão, e tive muito trabalho para as encontrar removendo o areão muito gentilmente. Para se observar toda a sua graciosidade deve-se perder uns minutos à noite a observar o aqua.

Contribuído por Sérgio Costa
Comentário

É um peixe muito resistente e vive mais de 10 anos. Pelo menos há em meu aqua uma com esta idade. Ela tinha 3 outras companheiras. O aqua ficou "abandonado" cerca de 2 anos e fiquei mais de 1 ano sem vê-las. Como há 6 meses resolvi reativar o aquário, comecei a limpeza e apareceram as cobrinhas que eu julgava mortas, pois há muito tempo não as alimentava. Havia muitas cavernas, onde se escondiam. As lâmpadas, já velhas. Os filtros, só limpava quando praticamente não conseguiam mais puxar agua, de tão sujos. Enfim, aqua abandonado. Mas as cobrinhas resistiram. Elas e as Cryptocorynes. Curiosamente já li que elas gostam dessas plantas, pelo que devemos plantá-las onde há esse peixe. Observei que elas gostam de ficar embaixo de suas folhas, talvez por perceberem terem ambas coloração semelhante. Infelizmente nessa limpeza do aqua, como não esperava encontrá-las, não preparei um lugar para elas e com a pressa, as coloquei em um tanque cujo fundo estava muito sujo, água muito alcalina e cheio de elódeas, onde ficaram cerca de 3 meses, até poderem voltar para sua casa. Mas 3 delas não resistiram ao tanque e morreram. Não sei exatamente como e porque, pois só vi seu "couro" branco na areia. Pelas fotos se parecem com as P. kuhli kuhli embora às vezes ache serem P. robiginosus. Na verdade, nem uma nem outra pois suas listras transversais, ao contrario das fotos, atravessam ao outro lado do corpo pelo dorso. Outra dúvida é que nos livros dizem que a P. cuneovirgatus (bem diferentes delas) é a unica que tem diferenciação sexual, pela diferença das nadadeiras peitorais. E as minhas tem, umas,nadadeira peitoral em forma de raquete, outras, nadadeira peitoral em forma cilíndrica (o macho). O aqua tem seixos rolados de rio e areia, separados. Elas preferem as cavernas sobre os seixos rolados às cavernas sobre a areia. Jogo os alimentos numa "praça de alimentação" com fundo de areia. Na montagem anterior havia essa praça mas a areia era em maior quantidade. Quando jogava enquitréias essas se enterravam e as cobrinhas "plantavam bananeira" para as pegarem. Agora coloquei aí menos de 1 cm de areia para facilitar sua caça. Elas comem alimentos de fundo ou flocos que chegam ao fundo mas é indisfarçável sua preferência por enquitréias. De vez em quando comem algas que ficam nas plantas. Não gostam de grandes trocas de água, mesmo com mesmo pH, Temp. e dureza. Quando isto ocorre, saem de suas cavernas e começam a nadar perto dos vidros, em volta. Uma hora depois voltam ao normal. Parece não gostarem de mudança de ambiente. São muito resistentes a temperatura pois viveram muito tempo com temp que ficava frequentemente em 35°C. Agora adquiri 3 companheiras para a idosa que ficou sozinha. Elas gostam de se esfregar uma nas outras, se entrelaçar, por assim dizer. E parece que têm "sangue bom" pois é a unica espécie que entra na caverna que uma Botia acha que é só dela, sem tomar uma carreira. Enfim, é um peixe muito resistente. E simpático.

Contribuído por Amaury De Togni
Comentário

Eu tenho uma Kuhli e adoro ela. É muito pacífica e bonita. Apesar de passar boa parte do dia escondida entre os ornamentos do aquário ela faz algumas aparições e mostra toda sua beleza. Ela adora vasculhar o fundo em busca de comida. Aconselho criá-la em aquários com cascalho grande e não areia, pois evita que ela "suma" e você fique um bom tempo sem vê-la. Ela devia ser obrigatória em todo aquário ela é linda.

Contribuído por Rusllon Aguiar



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