Peixes Ornamentais em Aquário

Australoheros facetus
Acará Camaleão, Chanchito

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Fotos & Comentários

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Fotografia: Ronaldo Hilgert

Nome: Australoheros facetus
Comp AquapHTemp
Origem: Sul do Brasil até Argentina
25 cm 200 L 6.8 23°C

Comentário

Este peixe já foi classificado como Cichlasoma facetum. O nome "camaleão" não se justifica, pois sua capacidade de mimetismo é apenas similar à de diversos outros ciclídeos. Existem os de olhos amarelos e os de olhos vermelhos. Já vi, em fotos, uma variedade branca, não albina.

De existência nativa na faixa geográfica entre Minas Gerais no Brasil até a Argentina, foi objeto de minha criação por 10 anos. É interessante observar que a fêmea, quando se considera comprometida com o macho, passa a apresentar uma mancha preta, geralmente na parte posterior da nadadeira dorsal, como se estivesse a usar uma aliança. Conforme evolui o período reprodutivo, a fêmea assume listras verticais, alternando a cor preta com a amarelo creme, não ficando nada a dever em beleza aos ciclídeos africanos. Os machos, a partir dos 10 cm, abandonam suas listas esmaecidas para assumirem a cor verde oliva sólida, como se fosse um helicóptero de guerra, não importando se está ou não em reprodução. Os casais costumam ser perenes, mas quando um perde o vigor pode ser trocado. Os baixinhos não têm vez, na linguagem das fêmeas chanchito, quanto maior o macho melhor. Algumas vezes a diferença de tamanho chega a ser absurda.

Acabam se acostumando com a pessoa que os trata, não fugindo com a aproximação, mantendo distância segura das demais. Reconhecem o vulto a três metros, demonstrando agitação à espera de comida. Saltam da água para pegar raspas de carne, algumas vezes juntamente com nossos dedos. O substrato do aquário pode ser protegido com uma tela de náilon incolor, deixando uma abertura retangular no centro, para ele brincar na sua “caixa de areia”. É recomendável colocar pedras para os refúgios e as desovas.

Alguns filhotes permaneciam claros até um mês, mas depois assumiam a cor comum. Criei 10 gerações em consangüinidade direta, os tamanhos reduziram bastante, mas continuavam alertas e com saúde, talvez mais mansos. Mesmo assim permaneceram territoriais a ponto de a fêmea aparecer fatalmente ferida em algumas ocasiões, geralmente na hora em que as crias manifestam independência. Nestes casos, quando detectados no início, deverão ser imediatamente separados os três: macho, fêmea e crias, até o próximo namoro. Desisti por não ter conseguido desenvolver nenhuma variedade de coloração de interesse diferente da natural, nem nadadeiras em véu. Sentirei saudades daqueles olhos ingênuos, quando ele for embora.

Contribuído por Carlos Mariano
Comentário

Tenho um casal e vários exemplares deste peixe. Uns dias atrás deram cria, cerca de 200 filhotes. São peixes resistentes e têm uma excelente capacidade de se camuflar. Defendem a cria até a morte se for preciso. É um peixe pouco comentado, mas vale a pena criá-lo.

Contribuído por Roberto Furtado
Comentário

É nativo de minha região e eu já criei varias vezes. É um peixe muito pacífico, mas na presença de peixes menores é um predador voraz. Gosta de aquários com plantas e tocas e tem um nado muito gracioso.

Contribuído por Rafael Devens
Comentário

É interessante o facto deste peixe existir também em rios e lagos de Portugal há cerca de 60 anos. A sua introdução inicial teve como objectivo ajudar a combater populações de mosquitos. Que tenha conhecimento, é possível encontrá-lo em alguns lagos de jardim da capital (Lisboa) e no rio Guadiana e seus afluentes, onde é possível identificar diferenças entre as populações do rio principal e dos afluentes. Quase todos os adultos encontrados nos afluentes ficam-se pelos 12-13 cm, o que poderá ser uma adaptação às condições do clima em Portugal. Convém notar que as temperaturas no inverno são extremamente baixas, podendo a temperatura atmosférica baixar os 0°C, a temperatura da água certamente é inferior a 10°C.

Contribuído por Luís Dias
Comentário

Tive a felicidade de possuir um casal, que viveu e procriou por mais de 6 anos consecutivos. Tinha somente os dois num aquário de 140 litros, que na época de cria, era defendido até por causa de sombras que eram inevitáveis dadas as condições de onde o aquário era instalado. Fantástico e lindo este casal, pena ser pouco difundido no meio aquarístico.

Contribuído por Luiz Nogueira
Comentário

Achei curioso o nome popular apresentado para essa espécie e o fato dele ter sido introduzido em Portugal! Conheço esse peixe como cará-de-lagoa, em contra-ponto ao cará-de-rio (Geophagus brasiliensis), já que ele é bem comum em lagoas marginais com águas mais paradas. Tambem é conhecido como Chanchito nos países de língua espanhola e nos EUA. No aquário, é extremamente voraz (peixes menores são um aperitivo) e parecem ser bem propensos a fungos quando coletados na natureza e transferidos para aquário, precisando de uma quarentena cuidadosa.

Contribuído por Paulo Affonso
Comentário

Conheço esse peixe há alguns anos. Muito comum em Minas, sendo considerado praga em algumas lagoas, eu pesquei ele há algumas semanas. Só come alimentos vivos como cupins, minhocas, pernilongos, etc. Fiquei três dias procurando informaçoes sobre este ciclídeo. O meu vive num aquário com muitas tocas, junto com um cascudo nariz eriçado. Ele é verde e muda de cor quando está incomodado.

Contribuído por Estêvão Villas
Comentário

Aqui no sul do Rio Grande do Sul esse cará (Australoheros facetus) também é conhecido como Acará Rajado.

Tive 8 pequenos exemplares (3 a 5 cm) deste no meu aquário comunitário (+-80 litros) por um curto periodo, a coloração deles era bem diferente: alguns ficavam listrados verticalmente preto e amarelo, outros um amarelo claro com apenas uma listra horizontal escura como estes da foto, e outros eram todos amarelo claro com apenas uma mancha circular escura. Apesar de ser quase sempre constante a cor deles algumas vezes variava entre estes padrões em um mesmo individuo.

Meu aquário era bastante vegetado mas eles se alimentavam das plantas e acabaram com elas. Diminui a quantidade de carás para 2, coloquei alguns troncos no aquário e novas plantas naturais. Atualmente mantenho no aquário outros peixes junto com os 2 exemplares de cará (Australoheros facetus). Um cará mantem um padrão de cores com fortes listras verticais amarelo e preto e esta com ~7 cm e outro mantem um padrão de cor com um amarelo mais apagado com apenas uma mancha circular escura e esta com ~9 cm.

Alimento os peixes com ração Tetra Color e ração Alcon Peixes de Fundo e já faz uns 20 dias que coloco uma folha de alface no aquário para eles comerem e assim diminuir o estrago sobre as outras plantas. A folha de alface dura em torno de 3 dias, e quando ela acaba coloco outra.

Os carás se reproduziram no meu aquário e hoje encontrei mais de 30 filhotes. Normalmente eles eram bem pacíficos com outros peixes, mas hoje ficam apenas próximos do filhotes e espantam qualquer peixe que tenta chegar perto deles mas sem machucar.

Contribuído por Rafael Soriani

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