Peixes Ornamentais em Aquário

Parambassis ranga
Peixe-Vidro Indiano, Chanda Ranga

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Fotos & Comentários

Parambassis_ranga_1.jpg (20kb)
Fotografia: Luis Magrini

Nome: Parambassis ranga
Comp AquapHTemp
Origem: Índia até Tailândia
8 cm 80 L 7.5 25°C

Comentário

Este é um peixe que não chama a atenção por sua coloração, mas sim pela ausência desta, pois pode se enxergar suas espinhas e inclusive, como o nome sugere, através de seu corpo. Além disso possui uma nadadeira dorsal muito bela, dividida em duas. Crio esta espécie há um ano, é um peixe muito interessante de se criar e muito resistente também. É um peixe de cardume, mas se adapta bem a viver sozinho no aquário, aceita bem ração em flocos e grânulos e alimento vivo, inclusive é bem rápido em capturá-lo. É um peixe tímido e pacífico, mas assim que se aclimata perde um pouco da timidez e passa a nadar por todo o aqua, recomendo a todos que puderem criar um cardume deste peixe! E JAMAIS aceite os espécimes tingidos, como são comumente vendidos.

Contribuído por Luis Magrini
Comentário

O Chanda ranga é uma das espécies mais interessantes que eu já tive oportunidade de reproduzir, sua aparência desinteressante nas lojas o torna facilmente uma última opção, uma pena, por que o peixe desenvolve um colorido muito especial e singular, além de ter um comportamento muito interessante de se apreciar.

Minha experiência com o Peixe Vidro Indiano começou com um pequeno grupo de cerca de dez indivíduos, esquecidos em um aquário no canto mais obscuro da loja, que me compadeci e levei para casa. Observando os peixes atentamente, já um pouco mais à vontade no aquário de casa, surgiu o primeiro fascínio pela espécie, pelo seu nado gracioso e sua estrutura corporal bem definida. Com o passar do tempo, o aquário estabilizado, uma alimentação de qualidade e variada fez com que o peixinho mostrasse seu segredo: seu aspecto natural.

O Peixe de Vidro Indiano bem aclimatado desenvolve uma coloração âmbar, que pode variar de um âmbar sutil até um cor bastante pronunciada, mas sempre translúcido, como cor de mel. Nas nadadeiras dorsal e anal pronuncia-se uma linda faixa de azul metálico brilhante, que sob a luz causam um efeito singular. A espécie costuma ser referenciada por não ter cor, o que é um erro, o que na verdade acontece é ver descrições de exemplares mal alimentados e estressados, principalmente na presença de peixes que o intimidem. Por este motivo recomendo que o Peixe de Vidro Indiano seja mantido com espécies pequenas e tão pacíficas quanto ele, senão sozinhos.

É um peixe de cardume, comportamento muito evidente quando se mantêm um grupo, por isso não recomendo manter exemplares solitários. Costumam ser bastante ativos. No momento em que os peixes estão sexualmente maduros é possível apreciar o ponto alto de sua exibição de cores, que se tornam mais pronunciadas e mais brilhantes. Os machos disputam entre si a atenção das fêmeas, o que diga-se de passagem é um espetáculo único. Uma vez vencido o embate o macho vencedor "dança" com a fêmea dando voltas frenéticas e desovam entre as plantas mais compactas - no meu caso uma moita de Hemianthus micratemoides. A fêmea expele os ovos e o macho os fertliza em seguida. O ritual ocorre logo nas primeiras horas da manhã e costuma durar de 40 minutos a 1 hora.

É uma espécie simpática, pacífica, de comportamento ativo e que não rivaliza por atenção em um aquário com paisagismo proeminente, recomendo.

Contribuído por Alex Ribeiro
Comentário

Minha experiência com o peixe-vidro é muito pequena, já tive dois peixes num antigo comunitário quando estava começando no hobby. Atualmente (uma pena) não é um peixe compatível com as condições de água do meu aqua (ácida e mole). O que teria a acrescentar aos comentários anteriores é que se trata de um peixe originário de estuários de rios indianos, paquistaneses e da região do sudeste asiático, onde a água é salobra. Sugere-se a adição de água do mar (nunca sal de cozinha) até atingir uma densidade próxima a 1.005. Isso dá cerca de 1 parte de água do mar diluído para 4 partes de água doce. São peixes até tolerantes para água doce (em geral são vendidos adaptados para água doce, como as molinésias), mas vivem melhor em água salobra, especialmente se a idéia é reproduzi-los. São tolerantes também quanto à dureza, adaptando-se a condições de GH entre 9-20°dH. Apesar de extremamente pacíficos e sociáveis, o fato de viverem em água salobra limita um bocado a escolha da fauna e flora do tanque, sugestões seriam plantas tolerantes à salinidade (como valisnérias, elódeas, samambaias e algumas higrófilas), e pequenos peixes pacíficos originários de água salobra (como molinésias, abelhinhas, kribensis, alguns arco-íris e alguns killies). Ah, e claro, reforçando o alerta dos posts anteriores, JAMAIS aceite peixes tingidos!

Contribuído por Walther

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