Peixes Ornamentais em Aquário

Melanoides tuberculata
Caramujo Trombeta

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Fotos & Comentários

Melanoides_tuberculata_1.jpg (13kb)
Fotografia: Alex Kawazaki

Nome: Melanoides tuberculata
Comp AquapHTemp
Origem: Cosmopolita
2 cm 20 L 7.0 25°C

Comentário

O caramujo trombeta (Melanoides tuberculata) é um notável gastrópode. Sua concha afunilada e robusta de cor parda, com listras vermelho-escuras, e seu corpo quase negro, com pequenos pontos brancos em abundância, o tornam muito atraente e exótico. Tal fato se comprova pela sua distribuição incrivelmente ampla e muito provavelmente causada por nós, aquaristas. Em relação ao tamanho, na natureza podem ser encontrados com até 8 cm, mas em nossos aquários chegam a meros 2-2,5 cm (feliz ou infelizmente).

É uma espécie oriunda das partes sub-tropicais e tropicais da Ásia e África. Foi importada por aquaristas americanos na década de 30 e, desde então, sua presença foi registrada em grandes números em ecossistemas da América Latina, Estados Unidos e Países Baixos (podendo ocorrer em diversas outras localidades, sem confirmação ou registro). Felizmente, não há relatos de qualquer impacto considerável nos ambientes os quais invadiram. Somente nas plantações de acelga, em Hong Kong, que se mostram pragas.

São notívagos e permanecem enterrados durante o dia, toleram água salobra, com até 85% da salinidade da água marinha, mesmo sendo originários de águas completamente doces, e têm como principal fonte de alimento as algas, apesar de se mostrarem detritívoros também.

Assim como muitos outros gastrópodes de água doce, são possíveis vetores de doenças. Porém, como a maioria dos que aparecem em nossos aquários nasceram em cativeiro, esse é um risco com o qual não devemos nos desesperar.

Em cativeiro, podem ser muito úteis. Não só esteticamente, mas também são ótimos para oxigenar a camada mais superficial do substrato do aquário, já que se enterram. Além disso, são ótimos indicadores: uma população exageradamente numerosa indica que há matéria orgânica em demasia no aquário, pois um sistema equilibrado os mantém bem controlados, constantes e não numerosos o suficiente para perturbar a estética; e a falta de oxigênio dissolvido nas partes inferiores da coluna d'água os fará migrar massivamente à superfície durante a noite.

O que, na minha opinião, é o mais incrível nessa espécie é sua reprodução. Não são hermafroditas, porém os machos são raríssimos na natureza e praticamente inexistentes em aquário. As fêmeas produzem ovos já férteis e os transferem para uma bolsa interna até eclodirem, ou seja, são partenogênicos e ovovivíparos. Tal fato explica o misterioso aparecimento posterior de vários caramujos, mesmo quando adicionado apenas um pequeno indivíduo recém-nascido.

Definitivamente, uma ótima aquisição para qualquer aquário (apesar de muitos os considerarem pragas). Nunca tive problemas em relação à sua população ou plantas sendo devoradas. Nas minhas montagens, a não ser em biótopos dos quais não fazem parte, são indispensáveis.

Contribuído por Felipe Aoki Gonçalves
Comentário

Eles são ótimos, não destroem as plantas e fazem uma limpeza superficial relativamente boa. Eles se multiplicam muito rápido, mas nunca achei os ovos. Quando estão em aquário com areia, passam o dia inteiro enterrados, só saindo da areia de noite, mesmo com as luzes ainda ligadas.

Contribuído por Frederico Fujihara Neto
Comentário

Achei curioso terem citado este caramujo no site. Não sei se esperavam alguem dizer que já criou como ornamental ou por acidente, vindo como praga em mudas de plantas. O fato é que (acreditem alguns) eu criei achando eles bonitos, mesmo porque os que eu tinha possuiam umas listras meio zebradas, eram bem mais bonitos que o da foto. Depois de alguns meses, os seis exemplares que eu peguei num rio se multiplicaram estrondosamente, quase cobrindo o fundo do aquário. Não consegui identificar ovos nem o sexo deles (acho que eram hermafroditas), também nunca descobri de onde vinham os minúsculos filhotes. Não têm exigência quanto à temperatura ou pH. Costumam comer algas e plantas mortas ou doentes. Desativei meu aqua e joguei eles fora já que ninguém queria. Se eu tivesse de escolher um caramujo para um novo aqua, eu sinceramente escolheria ampulárias por serem mais bonitas e não criarem problemas de super-população.

Comentário

Nunca pensei que fossem colocar fotos sobre esses caramujos aqui! Segundo um site que vi uma vez, dizem que esse caramujo é ótimo para oxigenar o substrato, por ser um caramujo de substrato. Sua origem é egípcia, e sua reprodução é vivípara, ou seja, não põe ovos, eles parem os filhotes. Isso pode ser constatado pelo seu menor número em comparacão as outras duas espécies de caramujos pequenos, os Physas e os Planorbis, pois você não vê uma explosão de caramujos e ovos, mas sim, muitos filhotes, um crescimento um tanto quanto lento e nenhuma destruição das plantas. Já criei as três espécies em um pequeno aquário e se deram muito bem, mas logicamente, os tuberculata tinham população menor. São bastante ativos à noite, é só apagar a luz e esperar pra ver um monte deles vindo do fundo. Mas apesar de tudo, eles ainda são bonitinhos, pelo menos mais bonitinhos do que os outros dois, que tem coloração marrom bem escura. Estes não. São claros e tem umas listrinhas vermelhas...por fim, você até consegue identificar os maiores com o passar do tempo, só pelas listrinhas. O formato do corpo também é bastante diferente.

Contribuído por Elisa Queiroz Oliveira
Comentário

Realmente esse é um exemplar que não é comprado pelo aquarista, vem de brinde nas plantas. Tornou-se praga no meu aquário de lebistes, de onde voluntariamente introduzi no maior plantado. Pude observar que os mesmos podem ser úteis como lixeiros e que, por serem notívagos (permanecendo enterrados na areia durante o dia) promovem uma saudável circulação no substrato. Isso torna o controle mecânico fácil, pois pode-se perceber que os mesmos, logo após o crepúsculo, sobem pelos vidros até a superfície, sendo nesse momento coletados com um pequeno puçá.

Contribuído por Ricardo Góes Moreira
Comentário

Tenho muitos desses caracóis em todos os meus quatro aquários. Esses caracóis são omnívoros, comendo folhas de plantas mortas, peixes mortos, algas e restos de comida. Tenho lido aqui no site que estes caracóis são ovíparos, mas também já li numa revista que são vivíparos. Se houver alimentação em excesso eles multiplicar-se-ão rapidamente.

Contribuído por João Vilhabol Figueiras



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