Peixes Ornamentais em Aquário

Geophagus brasiliensis
Cará, Ciclídeo Pérola

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Fotos & Comentários

Geophagus_brasiliensis_1.jpg (28kb)
Fotografia: Afonso

Nome: Geophagus brasiliensis
Comp AquapHTemp
Origem: SE do Brasil até Uruguay
28 cm 250 L 6.8 23°C

Comentário

O Geophagus brasiliensis ou cará, é um peixe muito comum, tanto em tanques quanto em rios de todo o Brasil, e é também conhecido por outros nomes, como Acará, Acará-diadema, Acará-ferreira, Acará-topete, Acaraí e Papaterra. Seu nome popular também é usado para outras espécies. São bem tímidos, porém muito resistentes. Têm uma definição de cores bem interessante, e quando bem aclimatados e alimentados, mostram pontos fosforescentes, e cores vermelho vinho, azul petróleo e cinza, dentre outras.

É um pescado, tendo pouca, mas saborosa carne. Acredito que haja variantes, pois já pesquei carás (de cores) diferentes em um mesmo tanque. Portanto a diferença na coloração não deve ser por causa da água ou alimentação. Os machos da espécie desenvolvem uma protuberância (cupim) acima da cabeça na época da reprodução, dando-lhes um visual mais apreensivo. Já li relatos de sucesso na reprodução em cativeiro. É uma espécie onívora, e não deposita muitas ovas. Como característica quase predominante dos ciclídeos mostra-se territorialista e cuidam muito bem de sua cria.

Tem preferências alimentares carnívoras, apesar de comer um pouco de tudo, inclusive ração. Pode-se ter em aquários plantados, pois não costuma atacar as plantas. Costumam se alimentar sempre no fundo, junto com seu cardume. Geralmente os cardumes de carás menores ficam nas margens, sendo comum vê-los ali parados, "em filas".

Contribuído por Heber Lourenção
Comentário

Essa espécie é uma das mais interessantes e comuns dentre os ciclídeos tipicamente brasileiros, sendo descrita originalmente no Rio de Janeiro. Infelizmente, ela é pouco requisitada como espécie ornamental, talvez pelo seu comportamento territorialista, semelhante aos ciclídeos africanos. É extremamente adaptável, vivendo em quase todos os tipos de ambiente aquático, incluindo água salobra, e, por isso, é bem tolerante quanto a variações de pH e dureza. Decora o aquário a seu modo, escavando o substrato, comportamento esse que lhe rendeu o nome científico Geophagus (comedor de terra). Não é uma espécie para aquários comunitários e é um pouco tímida ao chegar no novo lar, mas após algum tempo, se adapta e come de tudo.

Contribuído por Paulo Affonso
Comentário

Peixe muito agressivo e territorialista, não recomendaria manter mais que um casal no aquário. Tive três em um aquário de 300 L e brigavam muito, também tem o costume de muitos outros ciclideos de cavocar tocas na areia. É um peixe muito comum nos rios da região sul do Brasil. Apesar de não ter cores muito atraentes, tem um comportamento bem interessante e é muito resistente também.

Contribuído por André Luiz Haag
Comentário

Trata-se de um ciclídeo da Mata Atlântica, muito rústico, e que apesar de não ser uma espécie muito comum em aquário possui potencial ornamental. É muito mais bonito do que o exemplar da foto apresentada.

Peixe territorialista, como a maioria dos cíclideos, e que necessita de um aquário de tamanho razoável para que possa conviver bem com as demais espécies (pelo menos uns 400 L), já que terá o seu lugar demarcado. Seu comportamento lembra o do Acará Nigro, de certa forma. Com espaço torna-se até um peixe pacífico com espécies menores como o Engraçadinho (um tetra de Mata Atlântica) e outros. É popularmente chamado de Papaterra, pois assim como muitos outros ciclídeos, este tem o hábito de cavar com a boca tocas no substrato. O seu pH ideal gira em torno de 6.6 à 7.2.

No Parque Lage, no Rio de Janeiro, há nos lagos uma enorme quantidade de peixes desta espécie. Também há alguns exemplares num dos aquários do mesmo Parque, juntos inclusive à algae eaters siameses gold e um monte de outras espécies (só que cada aquário a que me refiro tem mais de 1000 L). Interessante é que esses peixes foram introduzidos nos lagos das Carpas do parque após alguns serem coletados na Lagoa Rodrigo de Freitas (água salobra). Imagino que os Papaterra tenham chegado à Lagoa, provenientes dos rios que cortam o Jardim Botânico do RJ.

São peixes que se reproduzem com facilidade e é muito legal sua utilização para quem quer fazer, inclusive, um biótipo Mata Atlântica, que não é muito realizado por aquaristas.

Contribuído por Cadu Horta
Comentário

Eu tenho um Cará fêmea que tem 5 anos de idade, é um péixe fascinante, muito inteligente, bonito e divertido. Vive em um aquário de 150 L com uma tilápia (não sei espécie). Já botou ovos 3 vezes, só que nunca nasceram porque nunca achei um macho que ela gostasse e do tamanho dela, ela tem uns 20 cm. A história dela foi muito engraçada, eu a peguei em uma pescaria, era um peixe pequeno na época. Eu trouxe ela pro meu aquário comunitário que habitavam 2 pacus e um dânio gigante. No começo era super tímida e quase nunca brigava. Quando cresceu começaram a vir os problemas, matou os dois pacus e o dânio teve sorte, botei ele em meu outro aquário comunitário, nem tanta porque veio a falecer logo depois por causa dos ferimentos. Ai botei o nome dela de Jack, pensava ser um macho pelas características, mas logo depois passado uns dois anos ela botou ovos e comecei a chamar de Jane. Interessante que ela quando desova tira todas as pedras do fundo do aquário, bota os ovos ali e defende com toda fúria. Quando isso acontece tenho que tirar a tilápia do aqua pois ela fica muito agressiva. É um peixe teimoso, sempre decorando o aquário ao seu gosto, nem adianta tentar arrumar de novo por que ela sempre decora ao gosto dela. Dou de alimentação comida floculada mas dou sempre por semana lebistes selvagens pra ela se alimentar. É um dos meus peixes favoritos, já é parte da família. Sem dúvida é um peixe fascinante, vale a pena ter um!

Contribuído por Matheus Fernando
Comentário

Tenho dois berés (como é conhecido o Geophagus brasiliensis aqui no Sudoeste da Bahia) no meu aquário de 450 L. Ao contrário do que sempre li sobre ciclídeos, não são agressivos e adaptaram muito bem ao aquário. Pesquei eles em um rio ainda filhotes, com mais ou menos 3-4 cm, e no dia seguinte já estavam disputando a ração com os demais peixes. Muitos rústicos, mas também belos.

Contribuído por Dedé Ferreira



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