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Nome: Geophagus brasiliensis |
| Comp |
Aqua | pH | Temp |
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Origem: SE do Brasil até Uruguay |
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28 cm |
250 L |
6.8 |
23°C |

O Geophagus brasiliensis ou cará, é um peixe muito comum, tanto em tanques quanto em rios de todo o Brasil, e é também conhecido por outros nomes, como Acará, Acará-diadema, Acará-ferreira, Acará-topete, Acaraí e Papaterra. Seu nome popular também é usado para outras espécies. São bem tímidos, porém muito resistentes. Têm uma definição de cores bem interessante, e quando bem aclimatados e alimentados, mostram pontos fosforescentes, e cores vermelho vinho, azul petróleo e cinza, dentre outras.
É um pescado, tendo pouca, mas saborosa carne. Acredito que haja variantes, pois já pesquei carás (de cores) diferentes em um mesmo tanque. Portanto a diferença na coloração não deve ser por causa da água ou alimentação. Os machos da espécie desenvolvem uma protuberância (cupim) acima da cabeça na época da reprodução, dando-lhes um visual mais apreensivo. Já li relatos de sucesso na reprodução em cativeiro. É uma espécie onívora, e não deposita muitas ovas. Como característica quase predominante dos ciclídeos mostra-se territorialista e cuidam muito bem de sua cria.
Tem preferências alimentares carnívoras, apesar de comer um pouco de tudo, inclusive ração. Pode-se ter em aquários plantados, pois não costuma atacar as plantas. Costumam se alimentar sempre no fundo, junto com seu cardume. Geralmente os cardumes de carás menores ficam nas margens, sendo comum vê-los ali parados, "em filas".

Essa espécie é uma das mais interessantes e comuns dentre os ciclídeos tipicamente brasileiros, sendo descrita originalmente no Rio de Janeiro. Infelizmente, ela é pouco requisitada como espécie ornamental, talvez pelo seu comportamento territorialista, semelhante aos ciclídeos africanos. É extremamente adaptável, vivendo em quase todos os tipos de ambiente aquático, incluindo água salobra, e, por isso, é bem tolerante quanto a variações de pH e dureza. Decora o aquário a seu modo, escavando o substrato, comportamento esse que lhe rendeu o nome científico Geophagus (comedor de terra). Não é uma espécie para aquários comunitários e é um pouco tímida ao chegar no novo lar, mas após algum tempo, se adapta e come de tudo.

Peixe muito agressivo e territorialista, não recomendaria manter mais que um casal no aquário. Tive três em um aquário de 300 L e brigavam muito, também tem o costume de muitos outros ciclideos de cavocar tocas na areia. É um peixe muito comum nos rios da região sul do Brasil. Apesar de não ter cores muito atraentes, tem um comportamento bem interessante e é muito resistente também.

Eu tenho um Cará fêmea que tem 5 anos de idade, é um péixe fascinante, muito inteligente, bonito e divertido. Vive em um aquário de 150 L com uma tilápia (não sei espécie). Já botou ovos 3 vezes, só que nunca nasceram porque nunca achei um macho que ela gostasse e do tamanho dela, ela tem uns 20 cm. A história dela foi muito engraçada, eu a peguei em uma pescaria, era um peixe pequeno na época. Eu trouxe ela pro meu aquário comunitário que habitavam 2 pacus e um dânio gigante. No começo era super tímida e quase nunca brigava. Quando cresceu começaram a vir os problemas, matou os dois pacus e o dânio teve sorte, botei ele em meu outro aquário comunitário, nem tanta porque veio a falecer logo depois por causa dos ferimentos. Ai botei o nome dela de Jack, pensava ser um macho pelas características, mas logo depois passado uns dois anos ela botou ovos e comecei a chamar de Jane. Interessante que ela quando desova tira todas as pedras do fundo do aquário, bota os ovos ali e defende com toda fúria. Quando isso acontece tenho que tirar a tilápia do aqua pois ela fica muito agressiva. É um peixe teimoso, sempre decorando o aquário ao seu gosto, nem adianta tentar arrumar de novo por que ela sempre decora ao gosto dela. Dou de alimentação comida floculada mas dou sempre por semana lebistes selvagens pra ela se alimentar. É um dos meus peixes favoritos, já é parte da família. Sem dúvida é um peixe fascinante, vale a pena ter um!

Tenho dois berés (como é conhecido o Geophagus brasiliensis aqui no Sudoeste da Bahia) no meu aquário de 450 L. Ao contrário do que sempre li sobre ciclídeos, não são agressivos e adaptaram muito bem ao aquário. Pesquei eles em um rio ainda filhotes, com mais ou menos 3-4 cm, e no dia seguinte já estavam disputando a ração com os demais peixes. Muitos rústicos, mas também belos.
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