Peixes Ornamentais em Aquário

Dermogenys pusilla (pusillus)
Agulhinha Prata

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Fotos & Comentários

Dermogenys_pusilla_2.jpg (41kb)
Fotografia: Alex Kawazaki

Nome: Dermogenys pusilla (pusillus)
Comp AquapHTemp
Origem: Sudeste da Ásia
7 cm 80 L 7.5 26°C

Comentário

Sem dúvida nenhuma, o agulhinha prata (Dermogenys pusilla/pusillus) é um dos ovoviviparos mais exóticos (senão o mais exótico) disponíveis aos aquaristas. A espécie, proveniente de uma ampla região da Ásia, tem como habitat a região que vai desde a Tailândia até a Indonésia e pode ser encontrada em rios de correnteza fraca, lagos, campos inundados, mangues, e, raramente, no mar. É um membro da família dos "meios-bicos" (Hemiramphidae), tendo como principal característica o corpo esguio e mandíbula inferior muito mais alongada que a superior (daí o nome popular da família). Vai melhor em temperaturas tropicais (24-28°C), pH levemente alcalino (7.2-8.0) e, se possível, em água levemente salobra, mesmo ficando muito bem em água completamente doce. No entanto, assim como a maioria dos ovovivíparos, se adapta facilmente a outros parâmetros, mesmo não sendo ideais. Vai bem em aquários a partir de 40 L, porém, machos podem ser mantidos sozinhos em montagens menores, pois não ficam tão grandes como as fêmeas e são menos sociáveis. Quanto maior a área da superfície e abrigos como plantas flutuantes e/ou plantas que atingem o espelho d’água (obrigatórios, já que sem eles os agulhinhas se estressam muito), mais exemplares podem ser colocados. Devem ser mantidos em haréns de um macho para 2-3 fêmeas ou um macho sozinho. Aqui no Brasil, as variedades encontradas são a branca/comum (pardos com um leve brilho azulado e/ou avermelhado com nadadeiras avermelhadas) e prata (olhos e corpo prateados com nadadeiras avermelhadas).

Na natureza, é um carnívoro de superfície, se alimentando principalmente de artrópodes e vermes, como insetos voadores descuidados que caem na água, larvas de mosquito e pequenos nematóides natantes. Em aquário, rações flutuantes como flocos, alimentos vivos como daphnias, larvas de mosquito e drosófilas é a alimentação ideal, contudo alguma complementação vegetal é recomendada.

As fêmeas ficam maiores, atingindo até 8 cm, enquanto os machos ficam com, no máximo, 5 cm. A diferenciação em um aquário de loja em que todos os exemplares são juvenis com o mesmo tamanho se dá pela forma da nadadeira anal. A do macho tem um aspecto dobrado, pois é modificada em um membro, similar ao gonopódio dos poecilídeos, chamado andropódio, que é utilizado para inserir o esperma na cópula. Já a da fêmea tem a corriqueira forma de leque.

A reprodução não é tão fácil quanto as dos ovovivíparos mais comuns, porém não chega a ser difícil. O macho fica nadando embaixo da fêmea, a acompanhando onde quer que ela vá, e quando vê a oportunidade, copula. O momento em si dura menos que um segundo, mas a perseguição pode levar horas. A parte levemente complicada da reprodução do Dermogenys pusilla se mostra durante a gravidez: qualquer sinal de stress faz a fêmea abortar, portanto, como já dito, abrigos são fundamentais. Se tudo correr certo, os alevinos nascerão em aproximadamente 45 dias, já grandes o suficiente para comer ração moída e daphnias pequenas. Os filhotes nascem com o formato de corpo dos pais, mas sem o "bico" (que se desenvolve a partir da 3ª semana) e crescem rápido. Deve-se tomar cuidado, pois alguns deles podem crescer mais rápido e acabar matando/ devorando seus irmãos menores.

São peixes carismáticos que comem na minha mão e não se importam com um esbarrão ou outro da minha mão ou braço na hora de mexer em algo no aquário. Certamente, uma das melhores aquisições minhas no hobby.

Contribuído por Felipe Aoki Gonçalves
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Peixe de superfície, originário da Ásia, que atinge até 7 cm e se alimenta basicamente de alimentos vivos, mas aceita ração sem problemas. Adquiri 3 recentemente e coloquei num aquário plantado de 100 litros. Só fui descobrir depois que eram 3 machos (possuem mancha avermelhada na nadadeira dorsal), e sendo uma espécie bastante territorial há forte tendência do dominante sempre perseguir os outros quando os avista. Cheguei à conclusão de que é importante manter junto com plantas que cheguem até a superfície, bloqueando a visão dos peixes para que não haja perseguição constante. Pelo que li sobre este peixe na internet, é de difícil procriação em aquários. De qualquer maneira, é uma espécie bem interessante e de fácil manutenção.

Contribuído por André Dantas
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Tinho 4 agulhas (2 pequenas e 2 maiores) em meu aquário de 270 L. Ao introduzir um cardume de 18 danios uma das 4 agulhas, a menor, ficou muito acoada, parecia com medo de tanta movimentação já que os danios não páram e nadam a maior parte do tempo do meio para cima do aquário. Três dias depois ela apareceu morta, inteira, mostrando que não foi ataque. As demais são muito pacíficas, nunca brigam. A menor que sobrou desde que chegou só anda do lado da maior, sempre. O interessante é que 3 dias depois, ao limpar o aquário, vi que haviam alevinos nadando na superfície. Retirei os 8 que encontrei. Como no meu aquário só há ela de vivípara percebi que se tratava da agulhinhas. Atualmente tenho apenas 3 das 8 que nasceram, em um aquário separado. Estão começando a se desenvolver bem. As 3 grandes que ficaram são muito tranquilas a ponto de, assim que eu coloco o dedo na água, virem logo ver se estou trazendo mais mosquitos mortos. Se sim, mordem no meu próprio dedo. Alimentam-se facilmente de flocos (TetraMin) mas preferem mesmo os Tetra Color Bits. Tenho muitas plantas no aquário, mas corto sempre que elas chegam a superfície para não atrapalhar a luminosidade das plantas de fundo.

Contribuído por Eduardo B. Tavares
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Ao instalar o meu aquário de 90 L, adquiri 2 casais de platis e 1 cascudo. Algumas semanas depois adquiri 2 agulhinhas prata. Eram 2 machos e as perseguições eram constantes. Com o tempo se acostumaram a se alimentar na minha mão (fornecia a eles mosquitos), além das tradicionais rações básicas e com spirulina. As perseguições acabaram após uma muda de samambaia se desprender da planta principal, além das heteranteras que haviam atingido a superfície. O aquário começou a enfrentar problemas decorrentes a superpopulação devido ao grande número de alevinos. A medida que foram crescendo, os agulhinhas passaram a ficar cada vez mais tempo juntos, em um canto do aquário (a esta altura, sem mudas de samambaia na superfície), e já não se alimentavam mais na minha mão. Era obrigado a matar os mosquitos e deixar que a correnteza dos filtros os levassem até eles. Não esperava encontrar um deles recentemente morto pela manhã. Não havia sinais de ataques. Portanto, evite criar agulhinhas em um ambiente com peixes muito ativos. Meu aquário possui um filtro externo Atman HF-0300 e um pequeno filtro interno caseiro acoplado a uma bomba submersa Sarlo 90 L/h; temperatura entre 27°C e 27,5°C e pH 7,5.

Contribuído por Carlos Ribeiro
Comentário

Possuo 4 agulhinhas. Ao comprar, reparei que um estava muito gordinho, então coloquei em um aquário cheio de plantas naturais. Após alguns dias o aquário estava com cerca de 25 agulhinhas.

Contribuído por Luan Garcia Sypniewski

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