Peixes Ornamentais em Aquário

Copeina/Copella arnoldi
Piratantã, Copeína

 A Era de Aquários > Peixes de Aquário > Piratantã - Copella arnoldi

Fotos & Comentários

Copella_arnoldi_1.jpg (kb)
Fotografia: Photo Owner

Nome: Copella arnoldi
Comp AquapHTemp
Origem: Guiana Inglesa
5 cm 40 L 6.8 27°C

Comentário

O Copella arnoldi é originário do Amazonas, gosta de água a 25°C, tolera variações, o pH deve girar em torno do neutro, e pode alcançar até 8 cm quando bem alimentado desde pequeno. A fêmea geralmente não passa dos 6 cm. Possui uma coloração muito peculiar, misturando amarelo, castanho e, com o tempo, finos raios azuis pelo corpo. As nadadeiras possuem uma característica ponta preta e variam de um amarelo quase transparente até uma bela combinação de vermelho e amarelo. O dimorfismo sexual gera algumas dúvidas. Não se deixe enganar pelo colorido-loja. Costuma-se indicar o macho por uma mancha branca visível na nadadeira dorsal (próxima ao corpo). Outros detalhes que ajudam são a intensidade da cor preta nas nadadeiras. O macho possui um preto intenso, visível na caudal e dorsal, que são maiores e mais pontudas/afiladas que as da fêmea. Quem visa a reprodução não pode deixar a comida viva de lado. Outro requisito fundamental é a tampa, pois além de saltar muito bem o C. arnoldi precisa da tampa para colocar os ovos.

Seu método de reprodução é tema freqüênte de programas de TV. Após colocar os ovos fora da água, seja em uma planta ou folha emersa ou na tampa, o macho fica sacudindo a cauda para molhar os ovinhos. Foi um recurso que o peixe desenvolveu para proteger os seus filhotes dos predadores aquáticos. Com o tempo, os filhotes se desenvolvem até enfim caírem na água, próximo aos pais. Outra possibilidade é colocar um vidro dentro do aquário e apoiá-lo na parede formando uma espécie de casa, de ângulo agudo (sugerido pelo autor Raul Pereira). Ele também lembra que o vidro deve ser esmerilhado para evitar machucar o peixe.

Não se assuste com os "pegas" e correrias. É o ritual para a desova. Macho e fêmea pularão fora da água enroscando seus corpos. A fêmea então colocará os ovos - a cada salto - que lembram uma gelatina transparente. O processo é demorado, portanto não os incomode. Dependendo da idade do casal haverá uma variação de 75 a 200 ovos. A alimentação dos filhotes segue a cartilha para outras espécies. Muitos infusórios, náupilos de artêmia e microvermes (minha indicação). Separar os pais dependerá de suas intenções. É comum que se separe a fêmea para que esta tenha o merecido repouso, que pode durar vinte-trinta dias. Pais inexperientes poderão comer os filhotes, mas isso não é comum. Alguns podem pensar que separar os pais é uma maneira de impedir a competição pela comida, mas a maioria dos alimentos citados passará desaperebida aos olhos do pai.

Contribuído por Carlos Eric
Comentário

Peixe muito bonito encontrado na América do Sul, o macho tem 8 cm e a fêmea tem 6 cm. Este peixe tem uma reprodução estranha: ele coloca os ovos fora d'água e os prende em plantas. Então o macho fica jogando água nos ovos com a cauda. Os alevinos nascem em três dias.

Contribuído por Thiago Coelho
Comentário

Quando era adolescente, o piratantã era meu peixe preferido no aquário pois lembrava muito um pequeno tubarão. Depois descobri que na minha região ele era nativo e algumas vezes fui capturar alguns exemplares. Várias vezes vi muitos exemplares grandes nos rios mas nunca consegui capturá-los. Geralmente só os de tamnho médio. É um exímio saltador, pois na natureza sua desova se dá fora d'água nas folhas pendentes das margens em pequenas poças e regiões rasas de água parada.

Contribuído por Jorge Jansen

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